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Contundência nos argumentos

Catarse – Cao Hering
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Cao Hering
Colunista e chargista do Jornal de Santa Catarina, Carlos Hering, é conhecido de todos no Vale do Itajaí como Cao Hering. Formado em publicidade e propaganda pela Faculdade dos Meios de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Famecos-PUC), atuou em agências como a Standard Ogilvy & Mather Propaganda, em Porto Alegre, e as blumenauenses Scriba Propaganda e PAZ Propaganda. Um dos fundadores da Direcional Propaganda, também de Blumenau, já recebeu duas dezenas de Prêmios Colunistas. Foi presidente do Grupo de Profissionais de Comunicação e Marketing de Blumenau (GPCM) por três vezes.
 

 

CATARSE – CAO HERING
Ah, Luiz Inácio Lulla da Silva, como esperei por este dia… Foram 2.922 dias
vivendo a mais perversa das indigestões. Por favor, sem muitos rodeios e sem
enrolar, entregue o osso e vá viver longe das câmeras, para que eu possa
assistir aos jornais sem sobressaltos. Foi bom pra você? Divertiu-se? Então,
pegue seus bonés, os mimos, meta-os em quantos caminhões necessários e, como
diz a canção, junte tudo que é seu e saia do meu caminho. Pô, seja razoável,
já estava mais do que na hora de o país se livrar de seus comentários
inoportunos, dos palpites infelizes, das grosserias, do intermitente clima
de campanha em voz rouquenha, dos discursos irados. Deu!

Desmonte esse circo mambembe, a lona rota, o palco em desnível, leve consigo
os artistas decadentes, os animais sem licença, os tratadores servis, os
áulicos oportunistas e dê chance a esse respeitável e desavisado público a
se ver livre dessa hipnose chinfrim, das palhaçadas sem graça, das mágicas
previsíveis. Devolva o dinheiro das entradas. Faça isso indo embora. Que
grande aposta fizeram em você, falso brilhante, que nunca se entregou a uma
lapidação. Foi bom pra você? Divertiu-se? Eu imagino, foi como tirar doce de
criança. Bastou olhar aquela gente simplória e fazer-lhes umas gracinhas
para que lhe carregassem nos ombros. E, sendo um deles, usou-os apenas como
espelho. Por que, Lulla, idolatrado e de microfone em punho, não aproveitou a
chance para lhes dar bons exemplos?

Não, você preferiu o legado da esperteza, a apologia à ignorância,
desobediência às leis, saída pela mentira, incoerência deslavada, deboche e
desrespeito a tudo que lhe entrava em desacordo. Dividiu o Brasil em “nós” e
“eles”, elites e pobres, PT e não PT, o antes e o depois de você. Na
prática, fez o diametralmente oposto: foi elite, rasgou o idealismo petista,
governou com o legado do “antes” e, pior, aliou-se aos piores “eles”, como
Sarney e Collor. Finalmente estou livre de suas frases infelizes,
recorrentes, intempestivas e mal temperadas; do seu despreparo, da sua
diplomacia mal ajambrada, das suas soluções toscas pra arrumar o mundo, de
seu desejo de ser rei do planeta e de suas festinhas no Torto em chapéu de
palha. Eu quero uma folga!

E não me venha dizer que não apoio a inclusão dos desvalidos, a migração de
classes, os programas sociais. É acusação barata. Ninguém é tolo, meu chapa.
Isso valeu, e muito, mas não se imagine messias por causa dessas obrigações,
não cabe essa auto-unção. E suas descabidas pretensões mundo afora, hein?
Conselho de Segurança, Secretário-Geral, apaziguador de inimigos
milenares… E enquanto isso aqui, “cara”, nossa saúde, segurança e
trânsito, ó! Olha a coincidência: você passou 470 dias viajando! É o mesmo
número que identifica nossa BR, duplicada apenas em suas promessas…

Embaixada em Funafuti(?), asilo a Cesare Batisti, único a reconhecer a China
como economia de mercado, empréstimos perdoados, puxa-saco de déspotas,
aumento da dívida interna… O cardápio de pretenso “estadista” esteve mais
para As Aventuras de Lulla na Casa da Mãe Joana. Pra finalizar, Lulla, sabe
quem é a prova inconteste do seu descaso pelo país? Sua mulher. Eu explico.
No início do seu governo, quando repórteres perguntaram a Dona Marisa o
motivo da requisição da cidadania italiana para os filhos, respondeu “quero
um futuro melhor para eles”. Diga: o que essa mulher ouvia em casa enquanto
você articulava o acesso à presidência? Nada! Conclusão: a presidência, pra
você, Lulla, era apenas algo pra se pegar por pegar.

Foi bom pra você? Então, tchau! Feliz Ano Novo pra mim, e que venha a
búlgara. Se trouxer um mínimo de traquejo já estará muito bom.

Uma resposta para “Contundência nos argumentos

  1. Tudo que estava parado no ar, e eu não conseguia expressar. Já estava sufocado! Legal Cao…..(que catarse)

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